quarta-feira, 4 de dezembro de 2013






Acordo todos os dias pensando que esse pode ser meu último dia, que ainda permaneço viva devido precauções que fui capaz de obedecer no dia anterior e essas conseguiram me manter viva até essas atuais horas. 
Aquelas outras tantas horas malucas que não estão cravadas no meu futuro e mantêm-se no meu presente condicional, permitem-me ouvir de longe o uivo dos lobos, designando que a noite se aproxima e que eu apenas preciso estabilizar todos as minhas atividades musculares, psicomotoras e neurológicas, anunciando assim que estou livre e que agora posso dançar junto aos entusiastas do fim do ciclo, que anunciam que em poucos minutos estarão novamente em atividades.